18.6.09

Maternidade Consciente


Quando penso em maternidade logo me vem uma associação: Maternidade x Escolhas. Por isso quis trazer neste mês das mães esta questão, como saber se estou fazendo certo como mãe?Uma questão de escolhas. Tratando de algo tão instintivo e intuitivo como a maternidade, que tipo de termômetro podemos usar senão a própria consciência das nossas escolhas? Logo que uma mulher engravida ou planeja engravidar e formar uma família, uma enorme quantidade de questões aparecerem, questões de todas as ordens, das banais às existenciais: Como será o futuro do meu filho? Em que mundo ela vai crescer? Como educar? Onde viver? O que preciso comprar para o bebê? Quem vai me ajudar? E se meu casamento acabar? Fralda descartável ou fralda de pano? Parto normal? Cesariana? Dormir junto ou deixar no berço? E outras tantas perguntas que somente a própria experiência poderá responder... Muitas vezes vejo mães que sofrem amamentando, sem prazer em realizar esta função, outras que vêem seus bebês chorando e choram junto na dúvida se devem ou não pegá-los no colo. O que fazer nestas situações? Ouvir o coração, aceitar o que não tem jeito e se propor a mudar o que está no nosso alcance! São os mistérios da maternidade e da individualidade.
Tudo bem, tudo certo. Aceitação das coisas como são, das pessoas como são, com seus entendimentos, limites, limitações e possibilidades. O que vale é amar e fazer o melhor. Percebo que no exercício de meu trabalho, que minhas grandes convicções e experiências próprias como mãe simplesmente não funcionariam para outras mulheres, por mais que eu quisesse que, por exemplo, todas as mulheres pudessem parir naturalmente. Vejo que esse não é o caminho para algumas. E quem sou eu ou o que é a minha pequena experiência para julgar uma mãe? O que faço é questionar, informar, colaborar com a segurança e o bem estar na decisão de cada um. Encanta-me saber que a maternidade é uma grande oportunidade de renascimento, de parir novos conceitos para si mesmo, examinar, observar e reciclar! Criar novas realidades e poder desenvolver, praticar o que acredita e por que não, tentar algo novo que faça sentido?
Que estejamos presentes, conscientes da importância de nossas escolhas, sabendo que não há certo ou errado, e que os resultados só podem ser avaliados depois da ação. A determinação em poder fazer escolhas condizentes consigo mesma, é diferente de fazer uma escolha por medo ou acomodação.
Então, minha sugestão é de que permita-se vivenciar todas as peculiaridades desta nova relação mãe/filho, mãe/pai/filhos. Estamos todos descobrindo o que é integração, respeito e individualidade nesta relação familiar. Não há fórmulas ou receitas na maternidade, somente presença, atenção e autoconhecimento.Coragem para seguirmos nossas intuições também poderá!
Por Marjorie Sá

16.4.09

23 e 24 de maio
Workshop de Massagem para o Trabalho de Parto
com Jill Petenbrink

Conteúdo
Introdução sobre toque e massagem no Parto
Indicações de massagem para os diferentes estágios do TP
Técnicas de Massagem para o trabalho de parto
Relaxamento, posições e pontos para acupressão para alivio da dor
Técnicas de acupressão para acelerar ou estagnar o Trabalho de Parto
Dicas para iniciar o TP a partir da 40ª semanas ou mais

Jill Petenbrink – Atua com parto há mais de 15 anos. É massagista certificada Terapeuta e Instrutora especializada em massagem pré-natal e na indução do parto. Jill é doula e estudante de obstetrícia no The National Midwifery Institute próxima de completar seus estudos. Defensora dos efeitos positivos que o toque pode contribuir a gestação, parto e pós parto, sua técnica integra à massagem o relaxamento profundo e a acupressão. Jill desenvolveu uma maneira simples e efetiva de transmitir seus conhecimentos em cursos e workshops, mesmo para quem não tem experiência prévia com massagem. Ela dedica-se há anos ao trabalho com gestantes e parturientes melhorando e colaborando para uma boa experiência de parto a muitas mulheres. Jill é mãe de quatro e avó de dois e vive entre EUA e Brasil, participando do Projeto Mães e com planos de trabalho como parteira no Senegal, onde recentemente estagiou em clinica de parto. http://www.transcendecia.org.br/

15.4.09

Massagem e Aromaterapia no Puerpério

Após o parto toda a atenção da mãe e da família está dirigida para o bebê e a nova rotina que se inicia. O mais importante nestes primeiro meses é descanso, boa alimentação e muito afeto. Podemos incluir a massagem na rotina da mãe a partir do quarto dia (para parto normal) com uma ou duas sessões semanais curtas, de 45 minutos. O periodo da quarentena é um bom momento para fazer massagens regulares e um ritual de "fechamento" da gravidez, abrindo-se para a nova fase. O puerpério é o momento de construção e fortalecimento do vinculo mãe e bebê e mãe/pai e bebê. Tradicionalmente nas culturas orientais, as mulheres levam a quarentena a sério. Todos ajudam e estimulam o resguardo, quando a mulher normalmente fica afastada de seus afazeres domésticos e inclusive das responsabilidades religiosas para se recuperar e aguardar o tempo natural de descanso que seu corpo e alma pedem neste momento. O principalda massagem nesta fase é promover relaxamento profundo e aos poucos intensificar os alongamentos e estímulos nas linhas de energia ajudando o corpo a se restaurar e melhorar o cansaço e a falta de energia.

Dividimos a prática em dois períodos 0-3 meses, 3-12 e pós cesariana para o primeiro meses ou até a recuperação total dos tecidos.

Na massagem pós parto trabalhamos com:
* região lombar e fortalecimento dos rins,
* ajudar no alinhamento da nova postura e na simetria pélvica,
* região superior com braços, os ombros e pescoço,
* o aumento da circulação sangüínea, retorno venoso e oxigenação dos órgãos,
* tonificar do assoalho pélvico de maneira suave, e recuperar o útero
* tonificar dos músculos abdominais,
* lubrificar e manter a mobilidade das articulações e fortalecimento das mesmas e seus ligamentos, alongar as pernas,
* melhorar a energia e exaustão

Nas primeiras semanas ao ideal são movimentos suaves e relaxantes, usando um pouco de reflexologia e aromaterapia combinados a massagem acolhedora, no chão ou na maca. Após os três meses, a prática normal já é apropriada e vai evoluindo aos poucos durante o primeiro ano proporcionando recuperação, revigoramente e acima de tudo momentos de prazer e um suporte emocional silencioso para a recém mamãe!



Experimente!
Aromaterapia na Massagem Pós Parto
Na barriga, aplicar ou fazer massagens suaves no abdômen pós parto, no sentido horário com óleos citricos e lavanda são boas opções para evitar constipações, retenção de energia e ajudar a tonificar e estimular os órgãos internos de forma suave. Evite ao máximo friagem no útero pós parto.

16.10.08

El Masaje en el embarazo

El Masaje durante el embarazo actúa en distintos niveles, trabajando las articulaciones, la musculatura, la piel y el tono corporal de manera tranquila y adaptada a este período tan especial. Además de fortalecer el cuerpo y prepáralo para el parto, el masaje también relaja y contribuí para el alcance de estados meditativos y de contemplación que refuerzan lazos madre/hijo y permite la madre vivenciar un embarazo placentero y saludable.
La aplicación del Masaje en el embarazo debe ser hecha de manera cuidadosa, atenta a sus necesidades especiales. Hay distintos movimientos recomendados para cada trimestre y otras técnicas pueden estar combinadas a este trabajo. La Aromaterapia, el Masaje Ayurveda, la Reflexologia, Shiatsu, Masaje Tailandesa y meditación son algunos ejemplos. Lo mejor es que antes de actuar con masaje para embarazadas el terapeuta tenga una buena formación como masajista y conozca bien las fases de la gestación. En general, se puede hacer tranquilamente el masaje en una gestante sana y en mujeres de todas las edades. Toques suaves y gentiles, fricciones con aceites en las piernas, costas, brazos y abdomen son bien- venidos y pueden ser hechos por el marido, amigos, incluso por la misma mamá, como un auto-masaje.
Colectivamente con otras mamás o en sesiones individuales, el masaje es muy importante en la preparación de la futura madre. La experiencia del contacto corporal durante el embarazo, en el parto y después del nacimiento del bebe, la ayudará a tocar su niño con más eficiencia y transmitirle cariño, conforto y seguridad.
El masaje durante el embarazo no sustituye los cuidados médicos, pero contribuye con los siguientes beneficios:
* Disminuye el stress y promociona el relajamiento profundo.
* Propicia suporte emocional y conforto.
* Disminuye dolores en las articulaciones, cuello y costas causados por alteraciones en la postura, flaqueza muscular, tensiones y aumento de peso.
* Actúa directamente en el sistema nervioso, mejorando el sueño y la digestión.
* Mejora la circulación sanguínea y estimula el sistema linfático.
* Ayuda a mantener la elasticidad de la piel.
* Trae la conciencia corporal y el relajamiento necesario para tenerse un parto activo.
* Dona la experiencia de un toque amoroso y acogedor!

Massagem na gravidez


A prática da massagem durante a gravidez atua em muitos níveis, trabalhando as articulações, a musculatura, a pele e o tônus corporal de forma suave e adaptada a este período tão especial. Além de fortalecer o corpo e prepará-lo para o parto, a massagem também relaxa, minimiza os desconfortos, atua no sistema nervoso e contribui para se alcançar estados meditativos que estreitam os laços mãe/filho e permitem a gestante vivenciar uma gravidez prazerosa e saudável.

Diversas técnicas podem beneficiar as futuras mamães, porém a aplicação da massagem para gestantes deve ser feita de forma cuidadosa, atenta para suas necessidades especiais e limitações. O estilo e a intensidade do toque de massagem podem variar muito e influenciar seus efeitos. Em geral a massagem pode ser feita tranquilamente em uma gravidez normal e em mulheres de todas as idades.

Procure ser tocada de forma acalentadora e carinhosa com freqüência, durante toda a gestação. Segundo a medicina ayurvédica, a auto massagem diária é um dos grandes componentes promotores de saúde. Apenas alguns minutos diários poderão se transformar em momentos de prazer e contato amoroso consigo mesma e com seu filho no ventre.

Ser tocado de forma terapêutica ou amorosa libera substâncias químicas de efeitos relaxantes e curativos, os receptores nervosos da pele transmitem os impulsos e sensações que absorvem para todo o corpo e mente. Quando tocados e acariciados desta forma, nosso nível de estresse diminui, a circulação melhora e as moléculas naturais do prazer se realçam, percorrendo assim a corrente sanguínea da mãe e do bebê.

Ser massageado pode ser sempre uma boa experiência, quer esteja grávida ou não. Especialmente durante a gravidez a massagem ajuda na manutenção do corpo e fortalece o sistema imunológico, mulheres grávidas que recebem massagem dormem melhor, sofrem menos ansiedade e depressão e também apresentam menos complicações no trabalho de parto.


A massagem tem um papel significativo na preparação da futura mamãe, pois a experiência do contato corporal durante a gestação, o trabalho de parto e após o nascimento do bebê ajudam-na a tocar com mais eficiência e transmitir carinho, conforto e segurança a seu filho.

Por Marjorie Sá

25.9.08

Iniciativa do UNFPA amplia apoio de parteiras para salvar mulheres e bebês




Nova York, 22 de setembro de 2008 — O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e a Confederação Internacional de Parteiras (ICM, do inglês International Confederation of Midwives) acabam de lançar uma iniciativa para enfrentar a séria falta de parteiras nos países em desenvolvimento.

A cada ano, ½ milhão de mulheres morre durante a gestação ou o parto e entre 10 e 15 milhões de mulheres são vitimadas por doenças e seqüelas graves ou permanentes. Além disso, três milhões de recém-nascidos morrem na primeira semana de vida e outros três milhões nascem mortos. Muitas dessas fatalidades poderiam ser prevenidas se todos os partos fossem, pelo menos, acompanhados por parteiras.
“Com o investimento em parteiras e no acesso universal à saúde reprodutiva, milhões de vidas poderão ser salvas e poderemos alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio no. 5, relativo à melhoria da saúde materna”, afirmou a Diretora Executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.
Seria necessário haver 334 mil parteiras adicionais em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que a atenção qualificada ao parto, com a garantia de cuidados obstétricos de emergência, poderia reduzir em 75% o número de mulheres mortas durante a gestação e o parto.
O novo programa de parteiras do UNFPA e da ICM aumentará o número de nascimentos atendidos por parteiras profissionais e desenvolverá as bases para a sustentabilidade da força de trabalho nessa área em alguns países em desenvolvimento selecionados. O foco será na capacitação de parteiras e melhoria da educação nesse setor, desenvolvendo padrões para a prática e fortalecendo as associações nacionais da categoria.
“Precisamos de ativistas fortes, que possam urgir os governos para que invistam nas tão necessárias parteiras”, afirmou a Presidente da ICM, Bridget Lynch. “Mas também precisamos trabalhar com os governos para garantir a ampliação e a melhoria da qualidade dos serviços das parteiras. Eles precisam apropriar-se desse esforço”.
Com recursos da ordem de U$ 9 milhões, a iniciativa será implementada inicialmente em 11 dos países mais afetados com os mais altos índices de mortalidade materna e seqüelas da gestação e do parto, além das mais baixas taxas de nascimentos atendidos por profissionais qualificados: Benin, Burquina Faso, Burundi, Costa do Marfim, Djibuti, Etiópia, Gana, Madagascar, Sudão, Uganda e Zâmbia. O programa será ampliado para incluir 30 ou mais países, se os recursos permitirem.
O projeto, que deve durar três anos, é financiado pelos Países Baixos e pela Suécia e será implementado pelos escritórios da ICM e do UNFPA nos países selecionados.

Links relacionados:
Media kit e dados sobre saúde materna: http://www.unfpa.org/safemotherhood/mediakit/
UNFPA: Stepping up to save women’s lives: http://www.unfpa.org/mothers/index.htm
ICM – International Confederation of Midwives: http://www.internationalmidwives.org/